Login:
Senha:
  |  
Fale Conosco  |   Mapa do site  |   English  |  
Busca:
  LEAD
  Recursos



Sessão Conjunta reúne brasileiros, mexicanos e chineses em Brasília


A semana entre os dias 21 e 27 de novembro do calendário do Programa LEAD foi marcada pela realização de um Seminário Internacional, organizado pela ABDL, que reuniu os participantes da 10ª turma brasileira, mexicana e chinesa em Brasília e Pirenópolis (cidade histórica de Goiás a cerca de 150 km da capital federal) para debater o tema “Os Desafios da Governança Socioambiental”.

Essa foi uma ocasião para que 51 lideranças dos três países envolvidos compartilhassem informações e idéias a respeito de diferentes modelos de governança praticados ao redor do mundo no sentido de encontrar melhores respostas ao desafio imposto pela construção da sustentabilidade e o estabelecimento de uma democracia mais efetiva em nível global. Nas palavras de Martha Delgado, da 10ª turma do México, “este seminário foi uma experiência muito importante para todos os envolvidos, para mim foi particularmente interessante perceber como os países em desenvolvimento estão enfrentando problemas similares e, muitas vezes, cometendo os mesmos erros, o que significa que podemos aprender bastante uns com os outros”.


Um dos elementos centrais desse encontro foi uma observação cuidadosa daquilo que se entende por governança socioambiental no Brasil e como ela é operada nos níveis federal, estadual e local. Essa abordagem, longe de pretender que o Brasil tenha um sistema de governança a ser copiado, serviu para contrapor dados e exemplos práticos às informações e idéias dos participantes.


As visitas de campo – realizadas na cidade de Pirenópolis –, por exemplo, permitiram aos participantes um contato mais direto com as contradições e desafios presentes no município, sistematizando-os posteriormente em suas apresentações. Em termos gerais os diagnósticos realizados foram: na Fazenda Vagafogo encontraram as dificuldades típicas das RPPNs em se sustentar financeiramente e estabelecer redes de apoio ao seu bom funcionamento; no Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (IPEC) viram tecnologias ambientais inovadoras e os desafios de implementa-las em escala maior; no Parque Estadual da Serra dos Pirineus constataram como a falta de recursos, principalmente humanos, acaba inviabilizando a preservação da área; no Conselho Municipal de Meio Ambiente de Pirenópolis observaram os conflitos envolvidos na experiência de reunir representantes de setores divergente num mesmo fórum de discussão; na Pedreira da Prefeitura fica clara a velha disputa entre desenvolvimento econômico e preservação; e, por fim, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente conversaram com representantes do poder público a respeito das dificuldades enfrentadas por pequenas cidades em aliarem preservação e desenvolvimento.

Ao final do Seminário as apresentações feitas pelos grupos de cada país expuseram opiniões gerais sobre o que cada turma acredita ser os pontos fortes e fracos do modelo analisado.

Para o grupo chinês, um dos aspectos que mais chamou a atenção na experiência Brasileira observada durante o seminário foi a criação de espaços de discussão abertos à participação de todas partes interessadas na questão ambiental, como é o caso Conferência Nacional do Meio Ambiente (que aconteceu logo após o Seminário Internacional). Eles destacaram especialmente o grau de envolvimento das ONGs na construção de programas e projetos conjuntos. Contudo eles destacam que “o estado brasileiro deveria assumir um papel mais proeminente na proteção ambiental dentro da arena econômica” papel, segundo eles, para lideranças fortes dentro de um governo central bem estruturado capaz de coordenar melhor seus diferentes organismos no sentido de restringir abusos e a atuação de grupos de interesse particular num balanceamento fino entre descentralização e centralização.

Os mexicanos por outro lado destacam que a necessidade do desenvolvimento de mecanismos políticos e estratégias que permitam o sucesso de iniciativas e fórmulas técnicas, científicas, legais e administrativas que já vem sendo desenvolvidas já há algum tempo para enfrentar os desafios ambientais.

Já os brasileiros numa tentativa de interação com as diferentesrealidades basearam suas críticas e sugestões em uma série de posturas constatadas através de frases ouvidas das pessoas com quem tiverem contato durante as palestra e visitas de campo. Suas conclusões apontaram para o choque entre posturas que reforçam ou reduzem as divisões entre os grupos e setores que deveriam procurar agir de forma colaborativa e articulada para melhorar os padrões de governança vigentes.

28 de Novembro, 2003
imprimir

Parceiros
A rede LEAD desenvolve uma rápida e crescente rede de contato com maid de 2000 fellows, em mais de 90 países, possuindo escritório em 14 regiões pelo mundo. Nossa missão comum é inspirar lideranças para um mundo sustentável.
Assine o Boletim ABDL fornecendo seu e-mail