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Colaboração e diálogo na promoção do desenvolvimento
O seminário Redes de Desenvolvimento 2008 reuniu uma boa turma de brasileiros, colombianos, um peruano, uma canadense, um holandês... ao todo, em torno de 150 atores sociais trabalharam juntos questões, desafios e o potencial das redes na promoção do desenvolvimento sustentável.
Estruturado de forma a garantir a participação de todos, o seminário foi também ponto de encontro entre atores e projetos complementares, possibilitando novas conexões e articulações. Entre 30 de julho e 01 de agosto, o Campus Santo Amaro do Centro Universitário Senac viveu a cultura da colaboração. A seguinte afirmação do pesquisador em redes Augusto de Franco resume a atmosfera dos debates: “Tudo o que é sustentável se estrutura em redes, logo só há um grande desafio: compreender, articular e animar redes sociais.”
Fruto do trabalho colaborativo entre os participantes do Redesenvolvimento[1] – Programa de Formação em Redes para o Desenvolvimento -, e as equipes da ABDL e do Senac São Paulo, o seminário foi também espaço para a apresentação de casos, pontos fortes e dilemas das redes que atuam na promoção do desenvolvimento.
A seguinte afirmação de um participante foi retirada do formulário de avaliação do evento: “sem idealizações, o seminário permitiu que fossem problematizadas questões objetivas de quem busca estruturar suas redes.” De fato, a proposta do seminário foi a de debater os principais desafios das articulações em rede e não apenas enaltecer esse tipo de organização.
Práticas do trabalho em rede
O seminário teve, em sua abertura na noite do dia 30 de julho, as falas de Lelie Paás, do International Institute for Sustainable Development, de Augusto de Franco, da Escola de Redes e do secretário municipal de assistência e desenvolvimento social de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa. As falas foram seguidas de intenso debate acerca da importância da colaboração em processos de promoção do desenvolvimento.
Os dias 31 de julho e 01 de agosto foram abertos com painéis que trataram, respectivamente, dos temas: ‘As redes na promoção do desenvolvimento sustentável’ e ‘Os desafios do trabalho em rede’. Os palestrantes foram, no dia 31, Laura Valente, do ICLEI, Antônio Carlos Gomes da Costa, do Modus Faciendi e Ladislau Dowbor, da PUC-SP. No dia 01, falaram: Enrique Mendizabal, peruano que trabalha no Overseas Development Institute, do Reino Unido, Ricardo Wilson-Grau, consultor holandês em desenvolvimento e avaliação em redes, e Caio Silveira, um dos idealizadores do Fórum DLIS (Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável) e que está à frente da Expo Brasil Desenvolvimento Local.
As palestras, nos três dias, serviram como inspiração aos trabalhos que se
seguiram. Nos dias 31 e 01, após cada painel, foram apresentadas experiências de práticas em rede. Tais apresentações foram divididas por temas e, baseadas em questões como “por que articular redes para o enfrentamento das questões relacionadas a seu campo de atuação?”; “quais os principais desafios e caminhos possíveis?”, “como fomentar a participação efetiva dos usuários?”, entre outras, serviram como inspiração aos debates nas rodas de diálogo e construção coletiva. Navegue pelo website do seminário para ver as apresentações usadas pelos palestrantes na exposição de suas experiências em redes.
Rodas de diálogo e construção coletiva
As rodas de diálogo, ponto alto desta segunda edição seminário, usaram metodologia apelidada de ‘Boteco Brasileiro’, inspirada no ‘World Café’[2]. Esta metodologia foi especialmente adaptada ao seminário e possibilitou aos participantes debaterem questões vitais ao fortalecimento da atuação em rede. Os resultados dos debates também estão disponíveis no website do evento.
Feira de ações em redes
Nos intervalos, os participantes tiveram a chance de visitar os estandes de exposição do trabalho em redes diversas, como o ORBIS, a Artemísia, a Redeh e o Instituto Pólen, o Brasil Memória em Rede e o Museu da Pessoa, o Instituto RIA e o Projeto Tzedaká, a Rede das Redes do programa PróMenino (Fundação Telefônica), as ações de articulação promovidas pelo Instituto HSBC Solidariedade, as redes ABDL e LEAD e as Redes Sociais apoiadas pelo Senac São Paulo.
[1] Saiba mais sobre os Programas de Formação para a Ação da ABDL no portal www.abdl.org.br
[2] Saiba mais sobre o World Café em www.theworldcafe.com
Todas as fotos são de ROD DE SCIASCIO. Contato:
roddisciascio@yahoo.com
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