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Brasil tem papel central no debate sobre novos indicadores de desenvolvimento
Christopher Flavin, presidente da World Watch Institute, participante da ICONS, afirmou que o Brasil tem uma função importante nos debates sobre o desenvolvimento sustentável, especialmente na definição do que irá acontecer daqui por diante. Para ele, o país já está amadurecido nessas questões e por isso é visto como liderança tanto por países em desenvolvimento quanto pelos industrializados.
Para Flavin, são muitos os problemas a serem enfrentados pela humanidade nos próximos anos, mas atualmente a questão mais séria é a da biodiversidade. "O problema com a água é grave, mas é possível recuperá-la caso sejam tomadas algumas providências. No caso da biodiversidade não se permite recuperação", explica.
Os esforços para se desenvolver novos indicadores e implantá-los são vistos com otimismo pelo especialista, que mais uma vez vê o Brasil como espaço ideal para isso, pois haveria potencial de conscientização tanto da sociedade quanto dos responsáveis por estes temas no governo, o que não teria ocorrido em seu país, os Estados Unidos.
Resseguros – Outro especialista norte-americano a apontar a necessidade de observar o desenvolvimento por novos ângulos é Paul Epstein, diretor do Centro de Saúde e Meio Ambiente da Universidade de Harvard.
Segundo ele, um indicador de que o desenvolvimento desenfreado está criando problemas para determinados setores são as catástrofes que ocorrem a partir das mudanças climáticas - enchentes, furacões, ondas de calor - têm gerado grandes prejuízos. "Na década de 1980 eram gastos US$ 4 bilhões por ano com estes eventos. Na década de 1990 isso subiu para US$ 40 bilhões. Atualmente estima-se que pode chegar a US$ 150 bilhões com essas ocorrências", concluiu.
A partir destes dados, Epstein propõe que a sociedade deve aliar-se às resseguradoras, empresas que estão cada vez mais preocupando-se com esta situação e buscando soluções, na medida em que esses prejuízos recaem sobre seus lucros. Mas ele alerta que o processo de desequilíbrio está acelerando-se de um modo que pode não ser possível alterá-lo.
Algumas empresas estão buscando alternativas de tecnologias limpas de geração de energia, mas não encontram incentivos, sobretudo no caso do governo norte-americano, considerado por ele uma oligarquia controlada pelo setor petrolífero.
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