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Carta de Julia Marton-Lefévre à Rede LEAD sobre o 11 de Setembro
Cara família LEAD,
Os acontecimentos de 11 de setembro e a subseqüente resposta nos afetaram a todos profundamente. Eu nunca me esquecerei daquelas primeiras imagens do desmoronamento das torres gêmeas em Nova Iorque, nem serei capaz de ignorar o desespero daqueles compelidos a fugir do Afeganistão, depois de ter perdido suas casas e entes queridos.
Muitos de vocês se lembrarão exatamente onde estavam naquele dia fatal de setembro. Eu, junto com mais de 200 bolsistas, fellows e staff do LEAD, estava em Moscou, no meio da Sessão Internacional da 8ª Turma.
Eu não desejaria estar em qualquer outro lugar. Nós nos descrevemos freqüentemente como uma família LEAD ampliada. Em um momento em que poderíamos ter estado sós, tivemos nossos colegas, irmãos e irmãs do LEAD conosco. Lamentamos nos ombros uns dos outros. Consolamo-nos, olhamos adiante e protegemos um ao outro. Mas também prosseguimos nosso treinamento; mais que nunca comprometidos com a missão do LEAD. Realmente esta missão é mais pertinente hoje que em qualquer momento no passado.
Eu estou satisfeita em ver o modo no qual a LEADnet continua nos provendo diariamente com um meio de comunicação para trocar visões. E estou profundamente ciente da crescente sensação de perplexidade e frustração na família LEAD pelo que está acontecendo em nosso mundo, e a nossa aparente impotência para uma ação remediada.
Muitos de vocês têm perguntado: o que realmente o LEAD pode fazer? Muitos de vocês já estão respondendo em um nível individual e nós ouvimos diariamente sobre excelentes exemplos de novas iniciativas que estão sendo realizadas por membros da família LEAD em resposta às crises. Mas o que pode o LEAD, como uma comunidade, fazer em resposta às múltiplas tragédias que estão se revelando diante dos nossos olhos? Esta carta é para solicitar a vocês que continuem fazendo o que o LEAD faz de melhor, e isso é prover tempo e espaço para o diálogo; diálogo entre diferentes profissionais; entre culturas e nacionalidades; e diálogo entre pessoas de diferentes crenças.
Nós conhecemos, de uma década de experiência do LEAD, que o diálogo derruba as fronteiras da suspeita e conduz para uma maior confiança, entendimento e amizade. Por outro lado, a História nos ensina que a ausência de diálogo reproduz suspeitas, abastece o ódio, e conduz a atos de terror. Não é segredo que os acontecimentos que estamos testemunhando hoje são, em parte, o resultado de tal ausência de diálogo. Eu encorajo a todos vocês a promover e continuar um diálogo em todos os níveis e compartilhar as experiências de suas atividades específicas conosco.
No dia 20 de setembro graduamos 1000º fellows do LEAD em nossa sessão em Moscou. Eu estou confiante que números sempre maiores de membros da família LEAD contribuirão ajudando a formar um mundo melhor.
Com calorosos saudações e melhores votos,
Julia
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