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ABDL e IPT estudam parceria no Vale do Ribeira
Coexistindo há 6 anos num mesmo espaço, a ABDL e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) até hoje não mantinham uma parceria sistemática. Essa situação começou a ser mudada em junho deste ano, quando começou a acontecer uma série de reuniões que definirão frentes de trabalho conjunto.
Segundo Agnes Fernandes, fellow da 6ª turma do LEAD e pesquisadora do IPT, a proposta de interação surgiu espontaneamente “em conversas de corredor entre o Superintendente do IPT (e Conselheiro da ABDL), Ary Plonski, e o Coordenador Geral ABDL, Andrés Falconer”. Aos poucos a idéia ganhou corpo até que foi marcada a primeira reunião, em 4 de junho. Nela surgiu a idéia de que fosse definido um objeto de estudos que funcionasse como aglutinador para as áreas do IPT que trabalham a questão do meio ambiente. Esse objeto acabou sendo o Vale do Ribeira. “O IPT já trabalha nessa região, que também reúne grande número de fellows e ONG`s. Há necessidade de alguma iniciativa que organize todas essas atuações separadas”, comenta.
Coincidente, Márcio Halla (fellow da 7ª turma do LEAD que atua no Vale do Ribeira há cerca de 8 anos) havia se unido a Eduardo Giacomazzi, da Sociedade do Sol e Gustavo Cherubine, do Instituto Paulo Freire para viabilizar um projeto chamado ECObadora – uma incubadora que atuaria no fomento do diálogo entre o conhecimento científico-tecnológico e o conhecimento tradicional das populações do Vale. “Foram duas coisas que aconteceram em paralelo, estávamos pensado em chamar o Márcio (Halla) para ser nosso interlocutor junto às organizações presentes no Vale e, quando liguei, ele disse que tinha conversado com o Ary Plonski sobre o projeto”, explica Agnes.
A ECObadora acabou se tornando a proposta mais palpável na parceria IPT / ABDL e, no momento, se estuda como será a distribuição dos papéis entre todas as instituições e pessoas envolvidas no projeto. De modo geral caberia à ABDL funcionar como uma articuladora dos fellows no trabalho de levantamento in loco dos desafios a serem enfrentados; o IPT deverá ser o braço tecnológico, dando aportes que permitam o aperfeiçoamento desses conhecimentos tradicionais e realizando trabalhos de capacitação que permitam às população daquela área produzirem de forma mais competitiva e sustentável; e à ABDL cabe a tarefa de facilitadora geral, organizando metodologias que permitam recolher frutos desse trabalho de planejamento; a tarefa de organizar as metodologias que orientarão as ações caberá principalmente ao conjunto ABDL, Instituto Paulo Freire e Sociedade do Sol.
Embora Agnes considere prematuro fornecer datas para o início das atividades da ECObadora, porque “ainda está se discutindo o financiamento”, ela adianta que o primeiro passo para que o projeto saia do papel é sua inscrição no CIETEC – Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (órgão ligado ao IPT), o que deve acontecer em janeiro.
Além do Vale do Ribeira, outras atividades conjuntas entre ABDL e IPT estão sendo pensadas. Uma delas se refere à sistematização e divulgação das linhas de pesquisa na área ambiental desenvolvidas pelo instituto, outra é o envolvimento da associação em programas de qualidade de vida e melhoria do ambiente de trabalho.
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