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Palestra de Jacques Marcovitch no Seminário Liderança para Sociedades Sustentáveis
Destaque deve ser dado à intervenção do Presidente do Conselho da ABDL e Secretário de Estado, da pasta de Economia e Planejamento, Jacques Marcovitch. Convidado para realizar a saudação aos palestrantes, ele destacou os pontos de intersecção das obras de Peggy Dulany e Henrique Rattner ao tratar das habilidades no desenvolvimento de parcerias como um fator decisivo na capacidade dos líderes de enfrentarem os desafios do mundo moderno e agirem positivamente como agentes de mudança.
Para minimizar estes impasses aponta como possível saída o aprofundamento e a aplicação prática do conceito de organizações ponte, lançado na obra de Peggy ainda em 1997, que diz respeito à organizações marcadas pela pluralidade e representatividade de seus membros, aumentando assim seu espectro de atuação. Segundo Marcovitch, esta seria uma das condições para que os diversos setores da sociedade possam “superar os desequilíbrios de poder e tenham o mesmo direito de expressão”.
Falando ainda dos novos desafios que se configuram no cenário internacional e rondam os valores democráticos, comentou sobre os recentes resultados das eleições presidenciais nos Estados Unidos e na França que, em sua leitura, podem representar o retorno ao poder de uma visão direitista. Contudo, Marcovitch afirma que esta meia volta rumo a direita nacionalista é antes provocado pelo baixo engajamento da juventude em relação aos processos políticos e pela fragmentação dos defensores de outras correntes políticas do que uma verdadeira identificação com a agenda política de direitista.
Nesse ponto alerta para o papel decisivo das lideranças, principalmente daquelas vinculadas ao terceiro setor, na manutenção de uma “reserva estratégica de indignação” que ponha em evidência desigualdades sociais e distorções políticas com o intuito de salvaguardar a democracia que, segundo ele, continua sendo “a principal forma de conviver em sociedades complexas”. Para tanto é preciso criar elos de ligação e enfrentar o desafio da conciliação entre social, econômico e ambiental. “Davos, Porto Alegre, Rio e Joanesburgo não são tão distantes uns dos outros como pode parecer”, provoca.
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