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Turma 10 participa da criação do Seminário Nacional

Entre os dias 30 de agosto e 6 de setembro acontece o Seminário “SocioBiodiversidade – O Desafio da Gestão Participativa”, segunda sessão nacional de treinamento da turma 10 do Programa LEAD. O encontro terá dois pontos de interesse principais, o primeiro está no fato dele acontecer no município paranaense de Guaraqueçaba – região que reúne quantidade expressiva de áreas de conservação e iniciativas sócio-ambientais às quais os participantes terão amplo acesso – e no profundo envolvimento da turma 10 durante todas as fases de planejamento e organização do evento.

O participante da turma 10, Cecil Maya foi um dos mais ativos na organização do Seminário tendo se envolvido em todas as etapas do planejamento. Ele conta que a participação da turma na formatação do evento começou ainda durante o Seminário Internacional do México, acontecido no inicio de maio, quando os participantes brasileiros expressaram seu desejo de contribuir mais na organização dos próprios treinamentos. Esse entusiasmo acabou se transformando no desafio, proposto pela ABDL, de que os participantes planejassem de forma independente este Seminário Nacional.

Para tanto, a turma 10 se mobilizou e compôs um termo de referência que, depois de revisado e aprovado pela ABDL, veio a se transformar na linha mestra do Seminário Nacional definindo o tema, o local e esboçando a grade de atividades. Concluída essa primeira etapa os participantes então passaram a desenvolver a logística do evento, viabilizando a infra-estrutura necessária às atividades planejadas e fazendo o contato preliminar com palestrantes as entidades atuantes no local do evento.

A primeira parte do seminário acontece em Guaraqueçaba, onde serão realizados: uma palestra sobre gestão participativa ministrada por Hélvio Moises, módulos de treinamento a respeito de comunicação e gestão de projetos, além das visitas de campo. Cecil explica que o município foi escolhido, principalmente, devido à proposta do encontro que casa muito bem com a grande variedade atividades desenvolvidas por ONGs, universidades e órgãos do governo presentes na região.

Cada etapa do evento foi planejada de forma a explorar uma parte da diversidade presente no local, os palestrantes convidados foram selecionados com o mesmo propósito. “Nós [os participantes] sugerimos nomes de pessoas que tenham envolvimento direto com a região. Convidamos a Fundação O Boticário, da SPVS e das comunidades locais, pessoas do governo do estado do Paraná, sempre levando em conta o tema do seminário e considerações logísticas porque devido ao isolamento do local seria complicado trazer pessoas de outras regiões”, explica.

Apesar de limitados pelo acesso ao local os participantes poderão terão contato com líderes comunitários, secretários de estado e gerentes de unidades de conservação de forma a terem uma ampla visão sobre as experiências de gestão participativa trabalhadas na região. “Não escolhemos Guaraqueçaba à toa. Existe uma realidade muito rica que dará uma grande oportunidade para discutirmos”, justifica.

As visitas de campo serão realizadas em Salto Morato e no Parque Nacional de Superagui. Em Salto Morado os participantes poderão acompanhar de perto o trabalho desenvolvido pela equipe da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) mantida pela Fundação O Boticário responsável, também serão visitadas comunidades locais que atualmente se dedicam a atividades econômicas sustentáveis. No Parque Nacional do Superagui os participantes da turma 10 verão iniciativas desenvolvidas pelo Ibama e ONGs que atuam no local.

O deslocamento da turma rumo à Curitiba – onde serão realizadas as atividades durantes os últimos dois dias do seminário – será feito de forma a permitir uma visita à RPPN Cachoeira, onde a SPVS – Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental mantém m projeto de sequestro de carbono. Uma vez em Curitiba acontecem painéis com atores responsáveis por projetos locais (alguns dos quais observados durante as visitas de campo) e sobre políticas publicas e gestão participativa.

Sobre as dificuldades que envolvem um evento dessa natureza Cecil destaca que a maior dificuldade é compatibilizar o evento com as agendas dos palestrantes, especialmente representantes de governo. Um desafio a parte foi o próprio isolamento da região de Salto Morato que oferece dificuldades de deslocamento entre uma atividade e outra. “É uma área muito grande. Isso nos obrigou a aproveitar o tempo dos deslocamentos, como nos passeios de barco até Superagui que aproveitaremos para debater com os representantes do Ibama. Acabamos transformando essas dificuldades em benefício”.

01 de Agosto, 2003
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