Login:
Senha:
  |  
Fale Conosco  |   Mapa do site  |  
Busca:
  ABDL
  LEAD
  Outros Programas
  Recursos
  Comunidade ABDL



Oficina debate Práticas Participativas na Educação

Oficialmente coordenada pela ABDL – em parceria com um grupo entidades fortemente marcado pela presença de fellows –, a oficina “Práticas Participativas na Educação” foi uma das mais concorridas no primeiro dia do Fórum Mundial de Educação (FME). O evento reuniu educadores de todo o mundo durante a primeira semana de abril na cidade de São Paulo para debater os rumos da educação. A oficina atraiu 115 pessoas de todos os estados brasileiros, além de representantes da Argentina e do Chile. O número superou a previsão inicial de 80 participantes feita pela coordenação.

A oficina foi uma experiência participativa em si mesma. Dividida em dois momentos (manhã e tarde), a primeira metade foi voltada ao levantamento das demandas e questões do público que foram imediatamente sistematizadas de forma que as instituições proponentes pudessem focar as questões mais pertinentes durante as apresentações de casos concretos que tomaram a parte da tarde. Essa interação permitiu também a integração de aportes por parte do público. Um dos quais, o Projeto Eco-Escola: Fazenda acabou se transformando espontaneamente numa apresentação devido ao grande interesse despertado pela filosofia democrática que emprega junto à comunidade rural do município de Piripiri (PI).

Segundo a consultora da ABDL e fellow da 1ª turma do LEAD Silvia Pompéia a oficina não foi apenas uma oportunidade para difundir a temática das metodologias participativas na área da educação, mas uma grande chance para diagnosticar de que forma elas vêm sendo incorporadas por diferentes atores e o que é preciso para acelerar o processo. Além de Sílvia, outros membros da Comunidade ABDL estiveram ligados à iniciativa como os leadianos Gustavo Beuttenmeller, Nahyda Franca Von Der Weid e Hélvio Moisés.

“Ficou bastante claro que a implementação de experiências participativas no campo da educação exige uma série de as atitudes e condições para serem bem sucedidas. O que vem angustiando as pessoas do setor é que tipo de instrumentos elas podem usar para criar e fortalecer tais atitudes e condições na prática. É essa a grande demanda atual”, explica Sílvia.

Outro fator que chamou a atenção dos organizadores da oficina foi o alto grau de complementariedade das experiências apresentadas pelos participantes. Isso abre aponta para a necessidade de uma sistematização das práticas existentes de forma as instrumentalizar e divulgar para públicos mais amplos.

Sílvia aponta que existem vários motivos práticos para que as instituições de ensino se empenhem em adotar políticas participativas em sua vida diária. O primeiro deles é a adequação a lei que obriga cada instituição de ensino a desenvolver seu Projeto Político-Pedagógico em conjunto com seus professores, funcionários, alunos e representantes da comunidade que atende. Uma vantagem mais imediata deste processo está nas transformações de um maior envolvimento entre escola e comunidade potencializar uma rede de proteção social que pode ajudar nas mais diversas situações.

Um outro benefício potencial das práticas participativas aplicadas ao sistema de ensino diz respeito ao seu papel na preparação para a cidadania. Nesse sentido, envolver os jovens – e a comunidade de forma geral – nos debates sobre o planejamento de atividades e gestão da escola pode ser uma ferramenta importante para prepara-los para o uso de políticas participativas em outros níveis da esfera pública. O resultado disso é o início de um processo de empoderamento da sociedade.

Embora a oficina em si tenha sido uma atividade pontual, o grupo de entidades que a organizou continua ativa e, no momento, prepara um documento resumo das atividades desenvolvidas durante os debates, além de um banco de contatos que reúne todos os participantes o que abre a possibilidade de novos debates e atividades futuras, entre as quais a composição de uma Câmara Técnica especializada em educação participativa como parte da proposta dos “Capacetes Brancos”, grupo de origem argentina que está organizando uma rede na América Latina com foco na superação da pobreza.

10 de Maio, 2004
imprimir

Parceiros
Assine o Boletim ABDL fornecendo seu e-mail