Login:
Senha:
  |  
Fale Conosco  |   Mapa do site  |  
Busca:
  ABDL
  LEAD
  Outros Programas
  Recursos
  Comunidade ABDL
  Rio+20



Gerando trabalho e renda

O ponto de partida para o equacionamento de uma proposta de desenvolvimento alternativo é a estrutura fundiária da região, profundamente dividida entre grandes propriedades de terras e pequenos lotes – minifúndios.

Esta estrutura agrária assimétrica é constantemente reforçada pelo modelo de desenvolvimento imposto pelos interesses do grande capital - nacional e internacional – que não atende às particularidades locais e o potencial de recursos naturais a ser aproveitado de forma sustentável pelos atores sociais da região.

Assim, surge uma situação paradoxal e contraditória: de um lado, recursos naturais e uma força de trabalho aguerrida e voluntariosa, de outro, as relações sócio-econômicas desiguais constantemente reforçados pelo discurso e a pratica política das elites tradicionais.

Apesar das condições ecológicas adversas – terras semi-áridas e secas periódicas – a população tem conseguido desenvolver várias atividades produtivas – caprinocultura, sisal, artesanato, culturas de subsistência – através de organizações cooperativas que contribuem para a construção da cidadania e da democratização do poder local.

Indubitavelmente, este processo de desenvolvimento endógeno potencializa a capacidade de investir e reinvestir o excedente gerado com os recursos naturais locais e, ao mesmo tempo, respeita os valores culturais tradicionais, ambientais e humanos.

O projeto de desenvolvimento sustentável e solidário surge da necessidade de resistir à lógica fria e desumana dos mercados globalizados, regidos pela competitividade destrutiva e excludente.

Demonstra as possibilidades de gerar alternativas de trabalho e renda mesmo nas regiões mais pobres e abandonadas pelo poder público. A organização da produção coletiva e sua comercialização pelos próprios produtores favorecem inovações tecnológicas “apropriadas” que fortalecem e retroalimentam as potencialidades locais e regionais.

As propostas de mudança não se limitam apenas às atividades econômicas. Para ampliar as alternativas de geração de trabalho produtivo e de renda, agrícola e não-agrícola, ênfase deve ser dada a melhorias de saúde, habitação e saneamento. Na área de educação, é imperiosa uma mudança radical no ensino regular, na formação profissional, na extensão rural e na assistência técnica. Somente assim será possível imprimir ao processo de desenvolvimento parâmetros qualitativos, em vez de ilusórios indicadores quantitativos usados para aferir o crescimento do PIB, enquanto oculta ou ignora as questões cruciais...”para que e para quem?”

Junto com os avanços na organização coletiva da produção surge um sentimento crescente de solidariedade e de mobilização para superar as desigualdades sociais, através da conquista plena da cidadania e da democracia participativa, de acordo com a Carta dos Direitos Humanos.

27 de Janeiro, 2004
imprimir

Parceiros
Assine o Boletim ABDL fornecendo seu e-mail