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Cinturão verde protegerá litoral da Indonésia
Para evitar novas cenas de destruição como as registradas no dia 26 de dezembro, a Indonésia deverá investir em atividades de reflorestamento nas proximidades da cidade de Banda Aceh e de outras localidades costeiras vulneráveis. A idéia é criar um cinturão verde capaz de absorver parte do impacto de futuros tsunamis que venham a atingir a região.
Segundo o diretor do grupo de trabalho para a recuperação de Aceh (WGRA), Hadi S. Alikodra, declarou à Agência EFE, a presença de manguezais no litoral poderia ter salvo milhares de vidas naquela região. Banda Aceh foi, de longe, a região mais atingida pelo maremoto do final de dezembro passado, contando por mais da metade do total de mortos.
A proposta inicial do governo indonésio, que ainda está em discussão, contempla o plantio de um anel verde de manguezais com um quilômetro de largura, 500 metros no mar e outros 500 fora deste. O plantio deverá começar no início de março e demorar entre cinco ou dez anos até que esteja completamente implantado.
Widi Agoes Pratiko, diretor de Áreas Costeiras do Ministério de Assuntos Marítimos e Pesca, anunciou que seu departamento investirá 6 milhões de Euros (US$ 7,8 milhões) para o replantio de mangues. Equipes do ministério estão em Aceh para determinar o custo ambiental do tsunami e determinar como recuperar a piscicultura do litoral sem prejudicar o meio ambiente, a piscicultura é a principal fonte de renda de quase 15% da população costeira.
O programa de criação de cinturões verdes não é novo, mas esteve paralisado durante anos por causa de interesses imobiliários e pesqueiros. Agora, depois da morte de mais de 230 mil pessoas em 26 de dezembro, o governo indonésio recuperou a idéia ecológica como mais uma das medidas preventivas para evitar que uma catástrofe semelhante se repita.
Sistema de alerta – Enquanto a Indonésia pensa em reflorestamento preventivo, continua emperrada a reunião que deveria decidir os detalhes sobre a instalação de um sistema de alertas contra maremotos no Oceano Índico.
Representantes dos países mais afetados pelo tsunami, reunidos há dois dias na Tailândia, não chegaram a um acordo sobre onde deveria ser instalada a central responsável pelo monitoramento dos dados sísmicos e oceanográficos gerados pelos sensores que serão instalados em alto mar. O governo tailandês queria que o centro da rede ficasse no centro de prevenção de desastres em Bangcoc, Índia e Indonésia foram contra.
Para resolver o impasse, decidiu-se pela descentralização do sistema, com pequenas unidades de monitoramento espalhadas por diferentes nações. Se já estivesse operante no dia do maremoto, o alerta antecipado poderia ter salvado a maioria das mais de 230 mil vítimas do tsunami.
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