|
Boas perspectivas no mercado de carbono
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Humberto Mota, disse nesta quarta-feira (12) que são grandes as perspectivas do país no mercado de crédito de carbono. Esse novo mercado é a parte mais visivel do Protocolo de Kyoto.
Resumidamente, esse novo mercado consiste na negociação do direito de emitir gases estufa. Ele pode funcionar de dois jeitos, os poluidores que não consigam se adequar à legislação que regulamenta a quantidade máxima de emissões podem comprar cotas extra de empresas que desenvolvam atividades de fixação de gás carbônico, ou ainda financiar o corte nas emissões em outras organizações.
Mota informou que as primeiras estimativas indicam que o Brasil teria um potencial de certificados a serem negociados nos próximos 12 meses da ordem de US$ 300 milhões no mercado primário, seguindo-se negociação desses títulos no mercado secundário. O mercado de crédito de carbono é uma das iniciativas da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) em parceria com o governo fluminense visando à retomada das atividades na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
No final do ano passado, acordo firmado com o Ministério do Desenvolvimento estabeleceu seis meses para a realização de um estudo de processos de desenvolvimento destinado a implantar um projeto para reduzir a emissão de carbono. O estudo será desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas.
De acordo com o secretário, o estudo buscará também a criação de linhas domésticas específicas para os projetos, porque hoje um dos maiores empecilhos para a criação desses projetos é conseguir financiamentos. Outro item fundamental é o treinamento de profissionais da área. Por ser um produto novo e um mercado novo, há necessidade de explicar desde a origem dos certificados até regras para sua comercialização.
A expectativa de Mota é que até o final do primeiro semestre deste ano haverá condições de trabalhar de maneira sistematizada e com segurança a negociação desses créditos de carbono. As estimativas são de que esse mercado movimentará em todo o mundo US$ 4 bilhões a partir de 2006.
Fonte: Agência Brasil
|