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Novo estudo confirma aquecimento do Ártico
Foi lançado hoje (8) um relatório de 144 páginas que apresenta as conclusões de um estudo de quatro anos sobre a elevação das temperaturas no Ártico. O documento, assinado por aproximadamente 300 cientistas, será apresentado amanhã num simpósio científico em Reikjavik (Islândia). O texto apóia o consenso internacional de que o aquecimento global é real cuja principal causa são as atividades humanas, o fenômeno seria provocado emissão de gás carbônico, e aponta que os impactos do aquecimento global já são sensíveis no Ártico.
O estudo que subsidiou o relatório foi conduzido pelo Conselho Ártico em parceria com o Comitê Científico do Ártico – duas organizações internacionais especializadas em questões envolvendo a região polar norte. De acordo com o texto, “nos próximo 100 anos, as mudanças climáticas devem acelerar, contribuindo para grandes alterações físicas, ecológicas, sociais e econômicas, muitas das quais já começaram”.
Um dos prognósticos do relatório indica que o derretimento da calota polar ártica deverá elevar o nível dos oceanos em aproximadamente sete metros, o suficiente para ameaçar territórios costeiros vulneráveis e aumentar o número de fenômenos climáticos extremos, como furacões, tornados e tempestades. Além disso, o urso polar e algumas espécies e foca serão extintos pelo desaparecimento de seus habitats.
Outro dado preocupante é que o aquecimento na região ártica cria um ciclo vicioso. Conforme as regiões congeladas derretem, diminuem as superfícies refletoras da luz do sol e a terra exposta passa a absorver ainda mais luz solar contribuindo, dessa forma, para aumentos ainda maiores de temperatura.
Apesar de tudo, ainda há esperança caso as emissões de gases estufa sejam imediatamente reduzidas, a diminuição na velocidade do fenômeno pode permitir que a vida selvagem se adapte as mudanças.
A integra do documento pode ser conferida clicando aqui.
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